O Projeto Literatura Acadêmica da nossa Academia está enriquecido com a publicação de dois livros do Ac. Adgar Zeferino Bittencourt.

Os dois livros recém-publicados mostram a diversidade do autor na literatura ficcionista e na memorialista histórica. Fato que vem somar à sua produção na literatura científica, onde transita com freqüência.

 

Livro Adeodato - Adgar Zeferino Bittencourt  Livro Fronteiras da Paixao - Adgar Zeferino Bittencourt

 

Recentemente fizemos um comentário divulgando a publicação dos livros e a sua importância para a comunidade acadêmica no contexto da literatura em nosso Estado. Foi um comentário curto direcionado a pessoa do autor e a sua relevante participação na projeção de nossa venerável instituição.

Vamos dirigir os holofotes, inicialmente, para o livro: “Adeotato vamcê é o nosso “urtimo” chefe”. Joaçaba. Ed. do Autor. 2012. 232p. - que reconta com habilidade e destreza o que foi este importante episódio na historiografia catarinense. Trabalho de pesquisa exaustivo num terreno fartamente abordado pelos historiadores. Soube ser original ao relatar a Guerra ao Contestado no plano holístico, permitindo ao leitor aprimorar o seu entendimento sobre esse acontecimento na conflitante fronteira entre os estados de Santa Catarina e Paraná, passada entre os anos de 1912 a 1916.

A originalidade as abordagem passa pelo transito da peça teatral homônima, vivenciada pelo autor como ator.

O segundo livro expressa, a nosso ver, o gênero literário onde o autor transita com excelência e espontaneidade. O título “Fronteiras da Paixão: relato sobre amores e emoções”. Joaçaba. Ed. do Autor. 2012. 234p. Conteúdo dividido habilmente, em quatro temáticas: Rotas da Paixão, Amores, Transas Gastronômicas e Revelações. A destacar a beleza artística e sugestiva da capa do livro, onde os lábios entreabertos sofisticam o anuncio de “relatos sobre amores e emoções”. E deixa ao léu a recomendação que a leitura não é recomendada para menores de 18 anos. Que bela jogada de marketing, instigando a curiosidade. A exuberância das crônicas e contos permite ressaltar o dom do autor de contar histórias e estórias, revelando a herança de seus ancestrais. A multiplicidade dos textos torna difícil selecionar o melhor entre os melhores. No entanto, arrisco dizer que “Maison Maria” inserido no capítulo Amores, ao meu sentir, está sublime, As razões merecem um comentário à parte.

A leitura do livro, no seu final, nos deixou com o sabor de paixões sem fronteira.

São obras dessa natureza que vibram com o cotidiano de nossa Academia, ajudando a impulsioná-la e, mexendo com a sua tradicional zona de conforto.

Parabéns Acadêmico Adgar, que o Todo Poderoso conserve a sua fecunda produção e, que num futuro próximo, tenhamos novas publicações para o nosso deleite e, para a grandeza de nossa venerável instituição

Acadêmicos, vale a pena ler.

Ac. José Edu Rosa