Caro Acadêmico

Após a leitura parcial de seu livro “Não apresse o rio”, que tomei emprestado da biblioteca de nossa Academia, não me contive em me expressar publicamente antes de terminar a leitura, principalmente pela cativante variedade do tema abordado.

A demora para iniciar a leitura ficou por conta do aguardo do livro que, por ocasião de seu lançamento me foi prometido, embora sem que houvesse pedido pois, não tenho esse atrevimento apesar de gostar de fazê-lo.

A nossa academia na sua constituição pétrea tem embutido no seu desejo maior a elevação intelectual de seus membros. E, não pode haver projeção mais alta do que a publicação de livros nos seus variados gêneros. Neste particular o ilustre acadêmico tem se distinguido, pois já soma com farta produção literária, onde predomina o detalhe referencial de sua condição de acadêmico.

Sempre que inicio a leitura de um livro me preparo, salvo exceções, para absorver o caminho pedregoso próprio do começo do trabalho. Dificuldade que vai se diluindo à medida que a leitura flui, levando o leitor a ser um personagem cúmplice do enredo da obra.

No entanto o seu livro foi diferente pela abordagem literária da crônica existencial. Gênero que encanta e hipnotiza pela diversidade temática pois, são mais de cem crônicas compondo um livro de 283 páginas. Como não lemos todas até o presente, não podemos fazer a seleção judiciosa das que mais agradaram.

Apesar disso não resisti à vontade de cumprimentá-lo e de dizer que pessoas como você contribui de maneira significativa para elevar a estatura cultural da nossa Academia.

Parabéns e o desejo que este livro seja mais um de sua fértil produção.

 

Atenciosamente

 

Ac. José Edu Rosa

 

Florianópolis em 30 de setembro de 2010